“Amor à Vida”, a novela do Mateus Solano

Publicado em 21/05/13 às 15h15 por João Paulo Dell Santo

Mateus Solano, o vilão da vez

Mateus Solano, o vilão da vez

“Amor à Vida” entrou em cena na última segunda-feira (20) com arquétipos capazes de fisgar o telespectador logo de cara: a mocinha rejeitada; o mocinho que sofre uma grande perda (a morte da esposa e do filho no parto); uma mãe que rejeita a própria filha por esta ser adotada; um vilão maléfico de nascença e ao mesmo tempo gay e enrustido, mas com pegada – favor frisar; um anti-herói capaz de arrancar suspiros à medida que cultiva o ódio alheio. É o padrão Walcyr Carrasco, um pouco moderado, diga-se.

Um tanto quanto didática, outra marca de Carrasco, principalmente nas primeiras sequências, em Machu Picchu, “Amor à Vida” entrou em cena mostrando seus principais trunfos. Mas um em especial me chamou atenção, e por isso dedico este texto a ele: Mateus Solano, o Félix.

Marcado por dar vida a mocinhos na TV, Solano roubou os holofotes para si assim que apareceu no vídeo. Os trejeitos, as frases de efeito, o humor negro, o olhar fulminante e pecaminoso, o ar de desprezo reservado aos que lhe cerca. Sem dúvidas, um personagem e tanto. Determinado e feliz, Mateus soube embarcar nas nuances de Félix. Seria a versão masculina de Carminha (Adriana Esteves)? A ver.

O elenco – quase 90 nomes – aos poucos será apresentado. Mas por esse capítulo de estreia é possível dizer que Paolla Oliveira, Susana Vieira, Malvino Salvador e Leona Cavalli serão responsáveis por boas sequências. Há ainda a presença de grandes nomes, como Antônio Fagundes, Ary Fontoura, Fúlvio Stefanini, Nathália Timberg e Rosamaria Murtinho.

Elizabeth Savalla e sua Márcia (em uma rápida primeira aparição, a personagem fez o parto de Paloma, a mocinha da vez) será responsável pelos momentos mais cômicos da produção, ao lado da filha periguete Valdirene, papel de Tatá Werneck, que só entra na segunda fase da história.

À primeira vista, “Amor à Vida” reserva uma trama central intensa, paixões, amores, um vilão icônico e muita comédia, outra marca de Walcyr. Um novelão com todo jeito de filme. Um belo programa para os próximos meses.