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João Paulo Dell Santo

  • 03/04/2014 às 18:09h

    Receita para seu vídeo ficar um show

    OPINIÃO
    Zeca Camargo posa no cenário do "Vídeo Show"

    Zeca Camargo posa no cenário do “Vídeo Show”

    Se você é daqueles que ama acompanhar os acontecimentos da TV, seja aqui, ali e acolá, preste bem atenção nessa receita. É simples, fácil e qualquer leigo pega de cara.

    RECEITA DO DIA: Vídeo Show

    1 xícara de respeito ao passado

    8 colheres de atenção ao que o público fala

    4 xícaras de semancol (quem nunca?)

    3 colheres de sensibilidade

    5 punhados de humildade

    Reserve o estrelismo, a estridência, a histeria e o narcisismo e os jogue fora, afinal, a receita não pode azedar.

    MODO DE FAZER

    Bata tudo no liquidificador por 5 minutos e leve ao forno por mais 40. Sirva com um copo de refresco Vídeo Game, aquele da loura da pinta na perna. A receita, passada de geração pra geração, é sucesso há 30 anos

    /////

    Confesso que fiquei estarrecido com a declaração de Zeca Camargo durante a edição deste ano do “vem_aí”, nessa quarta-feira (02) em São Paulo. Conforme informou o RD1, Zequinha disse o seguinte a um repórter: “O Vídeo Show não concorre com ninguém. O Vídeo Show simplesmente existe. Está há 30 anos no ar e eu faço um programa de qualidade”.

    Se Camargo não sabe, o “Zeca Show” — afinal o “Vídeo Show” foi totalmente descaracterizado com a chegada do ex-âncora do “Fantástico” — vem penando para superar o “Balanço Geral” (Record). Perdeu na segunda-feira (31) por 10 x 9 e na quarta por 9 x 8, dia em que também chegou a ficar em terceiro lugar, durante a exibição da série “Eu, a Patroa e as Crianças” (SBT).

    Uma nova reformulação é esperada para as próximas semanas: novos quadros, menos Zeca  — ele vai aparecer pouco no vídeo e também atuará como repórter —, mais show e uma tentativa tardia de resgate ao formato consagrado serão experimentados. O superengraçado Otaviano Costa (SQN!) ganhará um quiz show.

    Por que não retomar o clássico formato pré-Boninho (outro que tem sua parcela de culpa nessa história), com um apresentador conciso chamando notícias? Afinal, a essência do programa está aí, um noticiário despojado sobre os bastidores da Globo. O retorno do “Vídeo Game” com Angélica, que saiu de férias sobre o pretexto de voltar meses depois, é mais do que aguardado. O “mini-programa” era um dos melhores momentos do “Vídeo Show”.

    Há que se levar em conta o seguinte: quando se exige de um formato uma repaginada, isso não significa uma modificação na sua essência. O “Vídeo Show” começou a perder-se quando entrou para o núcleo de Boninho, que enfiou a esposa Ana Furtado na apresentação, junto com os opacos Luigi Baricelli e Fiorella Mattheis — justiça seja feita à talentosa Giovanna Tominaga. Deixou de ser gravado, passou a ser ao vivo, voltou a ser gravado, trocou apresentadores, repórteres, cenário e burlou um formato consagrado.

    O processo de derrocada foi concluído com a entrada de Ricardo Waddington, grande diretor de novelas da emissora. Ele trouxe (????) Zeca para o formato. Aceitou sugestões do jornalista, que transformou o “Vídeo Show” no “Zeca Show”, um talk show dentro do programa, que passou a exibir reportagens dispersas, sem qualquer conectivo. Deu no que deu. Agora, tentam aos poucos retomar o formato, nem que seja parcialmente.

    Por mais que o programa vá ao ar num horário em que a maioria já tenha almoçado, é necessário levar em conta a capacidade da atração de embrulhar o estômago. Chega a causar ânsia observar a que ponto as coisas chegaram. Não adianta querer inventar a roda, o programa pede simplicidade e objetividade. Papo cabeça não orna. É necessário reconhecer esse erro e voltar atrás. Afinal, entre um programa de apresentadores e repórteres estridentes e um policialesco-humorístico, o público tende a optar pelo menos indigesto.

  • Celso Portiolli: renovar é preciso

    Celso Portiolli: renovar é preciso

    A estreia do “Domingo Show”, que rendeu exorbitantes 17 pontos de pico à Record, serviu, entre outras coisas, para evidenciar a quantas anda a consistência do conteúdo de um clássico da TV brasileira, o “Domingo Legal”.

    Em seu primeiro confronto contra Geraldo Luís, Celso Portiolli obteve média de 5 pontos, nada muito diferente das últimas doze semanas, quando o semanal oscilou entre 5 e 7 pontos e garantiu a segunda posição com certa vantagem.

    Em uma análise fria, é possível constatar o seguinte: Celso não perdeu público, e sim teve que conviver com um novo cenário. Geraldo quase que triplicou a média da Record na faixa (11h/15h15). Todavia, entoaria o Capitão Nascimento, o inimigo agora é outro.

    Não cabe aqui discutir as cartas na manga que cada profissional dispõe. Mas soa infantil, assim como o público que o “Domingo Legal” parece querer dialogar, imaginar que quadros com objetos boiando, gincanas estudantis e telegramas da década passada – “herança” de Gugu Liberato – façam cócegas num concorrente em que o histórico é marcado pelo sensacionalismo e pela falta de bom senso. É chamar pra briga de mãos vazias.

    Evidente que esse “Domingo Legal” que está aí, mesmo faturando horrores, não terá fôlego contra a nova aposta da concorrente. E não por incapacidade dos envolvidos, mas por pura preguiça, comodismo. E nessas condições, não há qualquer chance de vencer a fórmula imposta pela Record.

    A chegada de um novo concorrente servirá para provocar movimentos. A zona de conforto da equipe de Roberto Manzoni chegou ao fim. Os anunciantes, o SBT e, principalmente, o público merecem um menu mais sofisticado. É passada a hora de uma reforma, algo que traga de volta a essência do “Domingo Legal”, aquele programa capaz de tirar o sono da Globo – mérito não apenas do seu ex-apresentador, mas de uma equipe inteira.

    Celso pode muito mais que isso. Às vezes, o próprio apresentador passa a impressão de sentir-se sufocado com a falta do novo. Limitado a contragosto, cabe a ele seguir um script que ora cheira a naftalina, ora inibe qualquer novidade no horizonte. No fim das contas, o legal fica só no título.

  • Sabrina Sato

    Sabrina Sato

    Veja a seguir o que saiu na Coluna de Flávio Ricco, do UOL, no último domingo, 02. Eu volto em seguida. Até já!

    “Ainda no que diz respeito à Sabrina Sato, num primeiro momento, a direção da Record achou que acertar a sua contratação era só o que bastava. A ficha, de que não existia nem mesmo uma ideia de programa e que ela ainda não estava preparada para assumir qualquer coisa sozinha, caiu muito tempo depois.”

    Voltei! Observem o que o maior colunista de TV do país informa: a japa foi contratada sem absolutamente nenhum projeto. Foi uma contratação alicerçada somente no fator comercial.

    Agora, vejam o que esta coluna escreveu em 16 de dezembro: “[Sabrina] é uma boa moça. Dedicada. Esforçada. Ainda não está pronta para o desafio que a espera. O projeto envolvendo a sua contratação transfere para si as atenções. Como será o programa? Há, de fato, um projeto? Estaria a Record seduzindo a moça de olho apenas em seu poder de vendas? Isso não basta.”

    Aos interessados, a íntegra da coluna pode ser vista clicando aqui.

    Mas, vamos ao que interessa. Lancei o seguinte questionamento neste mesmo artigo, e logo no título: “Perde o Pânico. Ganha a Record. E Sabrina?”. Sato, como antecipado por esta coluna, é o Gugu da vez. A apresentadora (esta alcunha ainda não lhe cai muito bem) chega à Record sem qualquer boa perspectiva.

    A atração, chamada provisoriamente de “É Verdade?”, já trocou as tardes de domingo pelas noites de sábado. Há apenas um formato comprado. E mais nada. Nem um diretor próprio Sabrina tem, uma vez que terá que dividir Carlos César Filho, o Césinha, com Marcos Mionisso se este permanecer na Record, né?

    Alguns detalhes envolvendo a chegada de Sato chamam a atenção:

    1 - O ambiente nos bastidores da emissora lembra a Faixa de Gaza.

    2 - Sem qualquer projeto, a Record tenta, sem sucesso, arrumar escadas para a ex-BBB.

    3 - Em entrevista à jornalista Keila Jimenez, na “Folha de S.Paulo” deste domingo, Sabrina fala que não terá salário de R$ 1 milhão, como ventila a imprensa, mas 20% disso. Tá, um pouquinho mais, vai. Agora, sem os merchandisings, estou ganhando menos do que estava ganhando no Pânico- estima-se que a japonesa ganhasse R$ 500 mil no humorístico com salário e contratos de publicidade.

    4 - Na mesma entrevista, a ex-RedeTV! e ex-Band conta o seguinte: “Sinto que vou me sair bem. Tirando a parte que falo muito rápido. Vou ter que arrumar isso e outras coisinhas. Já pensou eu com um ponto eletrônico no ouvido? Vou ficar como a Maisinha [Maisa Silva, do SBT], falando com o ponto, parecendo doida”.

    5 - Agora, o ponto mais alto da entrevista: Sempre tive esse sonho [de ter um programa], mas nunca tive coragem de colocar para fora. Achava que não merecia. Quando a oportunidade da Record surgiu, senti que era o momento. E segue: “Ainda não tem nome. Estou montando a equipe, está em construção. Terá duas horas e meia, deve entrar às 20h25. Vai ter bailarinas, game, reality… Sei que não vou inventar a roda na TV”. Por fim, a pérola: Foi uma decisão minha [sobre a mudança de canal]. Houve outras propostas, mas nem sentei para conversar. Agora, eu quis ir e pronto. Ouvi muita gente, mas ouvi também o pessoal do posto. Ao que a repórter questiona: “Que posto?”. A japa explica: De gasolina. Fazia enquete, pesquisa nas ruas (risos).

    Uma coisa é carisma. Outra, talento! Antes de mais nada, é necessário um projeto. Em seguida, entender que Sabrina não é uma apresentadora, e nem tem conceito e postura para tal. Falta dicção. Arrumar uma “coisinha” aqui e outra ali. Quanto ao questionamento: “Perde o Pânico. Ganha a Record [será mesmo?]. E a Sabrina?”. Preciso responder?

  • Danilo Gentili

    Danilo Gentili

    Silvio Santos não brinca em serviço. Em 28 de abril, durante o “Troféu Imprensa”, o apresentador incorporou o papel que melhor lhe cai bem, o de extraterrestre. Abusando do tipo que não sabe de nada, não conhece ninguém e nem assiste TV, SS espantou-se com os fartos elogios dos jurados a Danilo Gentili.

    “É Gentili ou Gentil?”, perguntou, para logo em seguida completar: “Se a Marília Gabriela não ganhar tiramos ele de lá!”. Silvio se referia à votação do melhor programa de entrevistas, na qual concorriam “Agora é Tarde”, “De Frente com Gabi” e “Programa do Jô”. Na ocasião o talk show da Band foi aclamado pelo júri e saiu vitorioso.

    Um dia depois de a premiação ir ao ar, a colunista de TV da Folha de S.Paulo, Keila Jimenez, trouxe aos holofotes a seguinte informação: “O apresentador Silvio Santos não estava brincando, no Troféu Imprensa, do SBT, quando disse que pensa em contratar Danilo Gentili, da Band, e em dispensar a dupla Patati e Patatá”.

    No mesmo dia era trazida à tona uma outra notícia: a dupla Patati e Patatá estava deixando o comando do “Carrossel Animado” para curtir uma temporada na geladeira do SBT, “condição” que se estendeu até o último trimestre, quando o vínculo chegou ao fim.

    Agora, Danilo cede aos acenos do “patrão” – o comediante vem tratando a novidade como um “sonho realizado”. A Band ainda tenta procurar um “culpado” para justificar a perda de uma de suas maiores estrelas.

    Na época, as brincadeiras de SS passaram despercebidas pela maioria. O comentário sobre Gentili, em especial, foi tratado como mais um dentre as inúmeras pérolas do comunicador. Sagaz, Silvio não brinca em serviço, mesmo. Mas desta vez ninguém pode queixar-se de que ele não avisou.

    Confira o vídeo:

  • Sabrina Sato

    Sabrina Sato

    A Record divulgou nesta segunda-feira (16), enfim, um comunicado informando a contratação de Sabrina Sato, alardeada pelo noticiário televisivo há dez dias. A apresentadora assinou por dois anos, com preferência de renovação por mais dois, para comandar um programa dominical e um reality na nova Casa.

    A transferência da ex-BBB para a emissora de Edir Macedo precisa ser analisada em partes.

    1 - A Band e o “Pânico” são, por ora, os únicos prejudicados nessa história. Galinha dos ovos de ouro, Sabrina vendia muito bem, além de ter a empatia do público. Tutinha, dono da marca “Pânico”, revelou que ficou surpreso com o fato de Sabrina sentir-se insatisfeita no programa. Não só ao empresário, mas a decisão da “japa” pegou a todos de surpresa. Sato tem todo o direito de querer alçar voos solos, é completamente compreensível. A condição de “garota do merchan” não lhe fazia sentido. Não mais nessa altura da vida.

    2 - A Record segue provando a sua capacidade de surpreender a concorrência. A transferência de Sabrina, pode-se dizer, é uma das grandes bombas envolvendo os bastidores da TV nos últimos tempos, ficando atrás apenas do rebuliço que a contratação de Gugu Liberato causou. Gugu e Sabrina têm muito em comum. O primeiro saiu de uma emissora que não lhe afagava como antes,  deixando-se seduzir pelas promessas da Record. A segunda largou um casamento duradouro com a turma de Emílio Surita para corresponder ao acenos e promessas da mesma Record. Gugu era muita areia para o caminhãozinho da Record. Deu no que deu. Sabrina é muita purpurina e laquê para a Record.

    3 - Sabrina seguiu o que o seu coração determinou. Certa ou errada, seguiu. Ninguém tem o direito de definir o caminho que a carreira de Sabrina deve tomar, além da própria. É um salto e tanto para a japonesa de Penápolis que conquistou o Brasil nos primórdios do “BBB”. Sabrina merece estar feliz. É uma boa moça. Dedicada. Esforçada. Ainda não está pronta para o desafio que a espera. O projeto envolvendo a sua contratação transfere para si as atenções. Como será o programa? Há, de fato, um projeto? Estaria a Record seduzindo a moça de olho apenas em seu poder de vendas? Isso não basta. Sabrina precisa ter postura, dicção e conceito de apresentadora. E a Record precisa apoiá-la e colocar as ideias em ordem. Sabrina não merece passar pelo vexame que Gugu passou.

    Até aqui, muito pouco se sabe sobre essa união. E como em qualquer relacionamento, seja duradouro ou não, a falta de clareza e consistência intriga. É para se preocupar.

    Sabrina Sato, Luiz Cláudio Costa (presidente da Record) e Mafran Dutra (presidente do Comitê Artístico da Record)

    Sabrina Sato, Luiz Cláudio Costa (presidente da Record) e Mafran Dutra (presidente do Comitê Artístico da Record)

  • Mateus Solano, o Félix de "Amor à Vida"

    Mateus Solano, o Félix de “Amor à Vida”

    Há seis meses escrevi neste mesmo espaço o seguinte texto: “Amor à Vida”, a novela do Mateus Solano. Era o dia seguinte da estreia da atual trama das nove. Me arrisquei ao cravar tal afirmação após ver somente o primeiro capítulo da história de Walcyr Carrasco, coisa que costumo evitar para não cometer injustiças.

    Passado esse tempo, observo que meu faro não foi falho. Solano, sem dúvidas, é o grande nome de “Amor à Vida”, que traz em seu elenco baluartes do nível de Antônio Fagundes, Susana Vieira, Nathalia Timberg, Elizabeth Savalla e Ary Fontoura. Além de Tatá Werneck, aquela que quase ofuscou Mateus com sua Valdirene.

    Nessa segunda, 18, a tão esperada sequência em que Félix é desmascarado serviu para comprovar duas coisas: “Amor à Vida” é sim a novela de Mateus Solano, um estupendo ator.

    Confrontado e encurralado, o vilão vomitou o que estava engasgado. A vitimização e o cinismo deram lugar ao Félix que aprendemos a amar odiar. O personagem colocou pra fora todo o ciúme doentio que sente da meia-irmã desde a infância. Mostrou-se uma pobre criatura ao mensurar os danos que a ausência de afeto de seu pai lhe causou. Revoltou, enojou e, sobretudo, causou pena. O que Félix fez foi monstruoso e injustificável, porém compreensível.

    Paolla Oliveira, a Paloma, principal vítima do vilão, esteve irretocável em cena, como também Fagundes, porém, assim como os demais presentes, acabaram como simples coadjuvantes e telespectadores diante da interpretação de Mateus. Toda a sequência, a melhor da novela até aqui, prendeu a atenção da plateia num misto de ansiedade e perplexidade. O público reagiu bem ao barraco: 43 pontos de média com pico de 45 em São Paulo, o recorde da novela.

    O que estaria reservando Carrasco para os próximos meses? Félix buscará a redenção?A atitude do vilão é compreensível? Deixe sua opinião no campo de comentários abaixo!

  • 22/10/2013 às 16:50h

    Silvio Santos deveria dar o braço a torcer

    OPINIÃO
    Silvio Santos

    Silvio Santos

    Há pouco mais de um mês, o SBT surpreendia ao divulgar ao longo de sua programação uma chamada-deboche explicando que a reprise de “Carrossel” seria cancelada por não satisfazer os planos da direção artística do canal. Em seu lugar, entraria Neila Medeiros, a “única jornalista capaz de concorrer com Datena e Marcelo Rezende”.

    A ordem do “comunicado” partiu do dono Silvio Santos, em clara alfinetada histórica à diretoria de sua emissora, da qual faz parte Daniela Beyruti, sua filha.

    Pois bem, sucessor na faixa das 18h30, o “SBT Notícias” soterrou os índices da emissora, atingindo, nos últimos dias, humilhantes 3 pontos. A reprise de “Carrossel”, por mais absurda que pudesse ser (e era!), atingia médias de 6 pontos. Noves fora, Neila Medeiros derrubou os índices da faixa em 50%, pelo menos.

    Dias atrás o guru Flávio Ricco sugeriu que Silvio Santos autorizasse um comunicado provando que agora o erro era somente seu. Claro que foi uma brincadeira do Ricco. Claro que Silvio não a aceitaria. Mas, seria ideal.

    Nos últimos dias, o SBT tem sofrido para atingir a QUARTA colocação, empatando com a Band e ficando atrás da TV Cultura, que vem arrebatando os saudosistas de plantão com uma sessão de filmes antigos e a reprise do “Sítio do Pica-Pau Amarelo” (Globo/2001).

    Os resultados falam por si só. O SBT testou no horário do “SBT Notícias” (18h30/19h45) uma sessão de filmes, o “Casos de Família”, um programa infantil, novela, séries e, agora, um jornalístico – superior aos concorrentes da faixa, diga-se. O resultado não é dos mais animadores. Com exceção de “Carrossel”, pela força que tem, e de “Chaves” e “Eu, a Patroa e as Crianças”, nada ali deu certo. E não por investimento, verdade seja dita.

    O público da faixa das seis é bem eclético, para não dizer esquisito. Seria o momento certo para resgatar “Chaves” e “Eu, a Patroa e as Crianças”? Tudo indica que sim.

    Mas para isso, Silvio precisaria dar o braço a torcer. Não seria necessário um comunicado-deboche se auto-flagelando. Mas o reconhecimento de que gênios também são suscetíveis a erros.

    #VoltaChavinho


  • Fernanda Lima comanda o "Amor & Sexo" na Globo

    Fernanda Lima comanda o “Amor & Sexo” na Globo

    “Domingo Espetacular” levou ao ar uma matéria sobre a repercussão do nu frontal no “Amor & Sexo”, da Globo. Em tom de moralismo, a Record ouviu especialistas, um crítico de TV e pessoas nas ruas (apenas as que eram contra). A Globo, em nota, também se manifestou.

    A revista eletrônica não perdeu a oportunidade de descer a borduna na rival. Até o desastroso sushi erótico foi ressuscitado, com o pretexto de relembrar o passado “sexy e vulgar” da concorrente. A colunista de “O Globo” Patrícia Kogut também foi alvo da “reportagem”.

    No vídeo, a Record disse querer discutir os limites do nu frontal na TV aberta, ouvir o que as pessoas têm a dizer sobre o tema e o que as Leis determinam sobre o assunto. Tudo, claro, em favor do bom jornalismo…

    O nu frontal do “Amor & Sexo”, exibido após a meia-noite, em um programa que fala sobre sexo e tinha como tema a nudez e os tabus que a cerca, foi um ato de extrema ousadia por parte da Globo. O expediente adotado encaixou-se perfeitamente na discussão. Não houve qualquer tendência para o erotismo e a excitação. Foi natural.

    A discussão, todavia, não beira a bobagem de “na Globo pode, nas outras não podem”. Não poderia se fosse gratuito, se fosse num programa em horário acessível às crianças, se não estivesse inteiramente ligado ao tema – tanto que “os peladões” foram vetados na internet e no “Vídeo Show”. A Classificação Indicativa, embora ambígua, serve para nortear as pessoas em situações do tipo. Cabe a responsabilidade dos pais para com seus filhos.

    SUGESTÃO

    Em virtude dos últimos acontecimentos, nada mais justo que a Globo, o diretor Ricardo Waddington e a apresentadora Fernanda Lima mudem o rumo da atração. Afinal, é inapropriado, inadequado e inexplicável que um programa de nome “Amor & Sexo”, exibido em plena madrugada, fale sobre sexo. Sugiro que apenas o título seja mantido.

    A Globo poderia fazer um programa de culinária, tendo em vista o sucesso de Palmirinha Onofre no canal Bem Simples. Fernanda contaria, então, com a ajuda do marido Rodrigo Hilbert, que atualmente comanda o “Tempero de Família” no GNT. Seria ousado, sem ser vulgar.

    Abaixo, minha contribuição para o novo formato:

    BOLO DE LARANJA

    Bolo de Laranja

    Ingredientes

    4 ovos

    2 xícaras de açúcar

    1 xícara de óleo

    Suco de 2 laranjas

    Casca de 1 laranja

    2 xícaras de farinha de trigo

    1 colher sopa de fermento

    Modo de Preparo

    1º Passo: Bata no liquidificador os ovos, o açúcar, o óleo o suco e a casca da laranja.

    2º Passo: Passe para uma tigela e acrescente a farinha de trigo, e o fermento.

    3º Passo: Leve para assar em forma com furo central untada e enfarinhada por 30 minutos mais ou menos

    4º Passo: Desenforme e molhe com suco de laranja.

    PS.: Rende 12 porções e fica pronto em 40 minutos.

GRUMFT (ex-catus)